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Definição Metafísica da Reencarnação e do Karma – Parte 1

Iniciaremos nosso comentário com uma definição que a AMORC faz  acerca da Reencarnação. Ela diz: “A humanidade, a nível histórico, teve seu início por ocasião da sua encarnação, todavia para nascer, evidente deve ter existido e, conseqüentemente, para morrer, teve antes de haver  nascido”.  O continente, o país, o estado,  o município, os pais dessas personalidades encarnadas não ocorrem por coincidência e sim de forma consciente.  Se ocupamos novamente um corpo é porque nossa super consciência assim o quis, mesmo que venhamos depois a nos queixar das circunstâncias em que ocorre esse novo reencarne.  Até mesmo essas queixas não são coincidências, já haviam sido previstas.

Em grego, reencarnação significa tornar-se carne outra vez.

Todas as religiões e a maioria das filosofias pregam uma Reencarnação abolida do Cristianismo pela primeira vez no Concílio de Constantinopla no Ano de 553.

Muitos ainda não acreditam na sobrevivência do Espírito acreditando que a morte é o fim de tudo.  Outros simulam não acreditar para extrair daqueles que acreditam toda uma gama de informação mastigada, bem pensada, feita e pronta, de modo que não necessitam perder tempo e dinheiro com compras, leitura e pesquisa acerca do assunto.

Quando uma pessoa diz não acreditar na Reencarnação poderá estar se afastando da verdade, de uma Lei Universal que ela ignora ou que se encontra inábil para compreender.

Diz-se que fanatismo é a adesão cega e inconsiderada de tudo que é oculto.  O Parapsicólogo Pedro Medeiros concorda com isto, mas fanatismo não é só isso.  Este zelo excessivo em não ser fanático pode levar a uma postura de intolerância e  de ignorância da realidade, aí temos o fanático inverso, aquele tem a crença de que não importa como surgiu o homem importa que ele existe.  Isto é uma crença cega  no materialismo ou uma outra máscara de fanatismo.

“A ciência somente sabe o que o homem parece ser, não porém, o que ele é; nada sabe de homens essencialmente real, cuja existência nega.  Em vão solicitamos a solução do enigma que, há já dois milhares de anos, propôs a esfinge egípcia”.  (Dr. Franz Hartmann)

Já dizia A. Carrel: “a civilização não tem como finalidade o progresso das máquinas; mas, sim o do homem”.   E Schakespeare disse muito bem: “Entre o céu e a terra muita coisa há que a nossa vã filosofia ignora”.

Na realidade crer  que tudo é matéria, sem supor que existe o espírito, é o mesmo que imaginar seja um livro, apenas, tinta e papel.

Jó há cerca de 3.500 anos, perguntou: “Se um homem morre ele viverá novamente?”  A pesquisa sobre a Reencarnação visa a pessoa redescobrir a si mesmo e a encontrar sua própria resposta à pergunta de Jô.

H. Spencer disse: “Ao ironizar a respeito da reencarnação, todavia, pode ser que esse sorriso irônico tenha de ser modificado pela inesperada descoberta de que a idéia rejeitada ou ridicularizada seja verdade”.

Quando o termo reencarnação foi excluído da Bíblia suas evidências, entretanto, não pôde ser excluído para não ter que re-escrever novamente a Bíblia.  Assim temos alguns exemplos bíblicos que atestam a existência da reencarnação.

“Os profetas do Velho Testamento anunciaram a vinda do messias, afirmando que Elias, o profeta, retornaria a frente do messias (Malaquias 4:5)”.

Em Mateus 16:13-14, Jesus perguntava: “Quem as pessoas acreditam que sou?”, a resposta: “Elias ou outros profetas reencarnados”.

Outro exemplo: Quando Jesus revelou ser o Cristo, os discípulos perguntaram sobre a volta de Elias, e tiveram como resposta que o mesmo já havia retornado.  Os discípulos compreenderam que Jesus falava de João Batista (Mateus 17:10-13).

Outro exemplo pode ser encontrado em João 9:1-3 quando perguntaram a Jesus se o cego cometera algum pecado para ter nascido cego ou se a cegueira se devia ao passado de seus pais.  Jesus respondeu que o caso não se encaixava nessas hipóteses, e que o homem nascera cego, para que a glória de Deus pudesse ser manifestada, induzindo com isto que as hipóteses apresentadas pelos discípulos tinham perfeito cabimento.

Podemos comparar nosso corpo a um computador  que precisa de um software específico para que possamos utilizá-lo com mais facilidade a que se destina.

Se considerarmos o Espírito desagregado do corpo, fica fácil aceitar a reencarnação considerando que o EU INDIVIDUAL obtém um corpo, vive nele alguns anos, livra-se dele, por ocasião da morte, e, numa fase posterior une-se novamente a outro corpo que é moldado pelas sementes plantadas na vida anterior.

Respeitamos aqueles que não acreditam na reencarnação, porém nós não acreditamos que essas pessoas não acreditem na reencarnação até porque é lógico acreditar nela e, também, porque nada nasce do nada.

Mas se todas as pessoas que morreram reencarnam, como se justifica o acréscimo da população mundial?  Primeiro achamos que não é verdade que todos continuarão a reencarnar no futuro, mas respondo a pergunta com outra pergunta para que você possa se questionar: “Está escrito aonde que o processo criativo do homem se extinguiu?”  Se o grande mestre disse: “Vós sois deuses”, podemos deduzir que criamos também.  Um estudo mais profundo sobre a morte, antropologia e cosmologia seria o suficiente para esclarecer a questão citada.  Porém, o processo da reencarnação existe enquanto estamos nessa dimensão.  Quem disse que o processo da reencarnação para existir tem que necessariamente morrer?  As células humanas  contêm   cerca de 46 cromossomos.  Cada cromossomo consiste em milhares de partículas menores denominadas genes.  O gem até agora tem sido considerado a unidade básica da hereditariedade.  É formado de uma substância química complexa denominada ácido desoxirribonucléico (DNA).  Os genes comandam a produção de proteínas.  As proteínas estruturais formam o sangue, os músculos, os tecidos, os órgãos e demais estruturas do corpo.  As enzimas, um outro tipo de proteína controla as reações físico-químicos.  E por aí vai.

Até agora se têm acreditado que as pessoas, no processo de reprodução, herdam características físicas dos pais.  Mas surge o seguinte questionamento: “Como pode a matéria por si só determinar alguma coisa?”  Se é nosso Espírito que rege o funcionamento orgânico, como seria sua participação no processo de determinação de características físicas e mesmo comportamental?  Enquanto conceito tradicional diz que saúde é a ausência da doença,  na Parapsicologia Clínica diz-se que é a manifestação do Espírito (Consciência presente em seu corpo).  Enquanto no tradicional a doença tem origem local, física, para a Parapsicologia Clínica a doença surge primeiro na mente e sua manifestação final será no físico.  Enquanto no tradicional a cura é executada por meios mecânicos (matéria age sobre matéria) para mim a cura provém da reabilitação da mente que flui sua energia para o físico.

É a Energia que age sobre a matéria, que também é energia.  Até a Física Quântica diz que o conceito de matéria tem que ser reformulado.

Cada um de nós é um ser único.  Mesmo sendo gêmeos idênticos, duas pessoas não possuem as mesmas características de pensamento.  A Individualidade do EU SOU não se encontra fisicamente, pois se residisse em órgãos, todos estes, ou a maioria, podem ser substituídos por próteses, ou transplantados.  Logicamente que o indivíduo, sem qualquer dessas partes mencionadas, não perde o senso de individualização.  Sabemos muito bem que isto não acontece.

As experiências são armazenadas na Consciência Humana e não na matéria cerebral.  As informações recebidas são transmutadas para uma freqüência magnética de altíssima intensidade.  Esta fica impregnada à maneira de um campo magnético na Consciência.  A memória não ocupa um espaço físico no cérebro, contudo, uma região específica desse órgão reage sob a influência da Consciência no ser humano.

Claramente percebemos que o passado está presente em nós.  Agora surge a pergunta: “Como lembranças de fatos são deixadas em nossas células?”  Seria uma lembrança celular?  Somos energia e, como tal, as informações são recebidas e incorporadas ao complexo energético da Consciência.

Imaginemos uma pessoa com problemas de fígado.  Digamos que infelizmente ela tenha que remover 50% do mesmo.  Ainda assim, ao longo do tempo, o órgão estará reconstituído. Mas como o organismo sabe o tamanho e a dimensão exata do órgão?

Nos laboratórios da Universidade de São Paulo, alguns pesquisadores resolveram estudar o fenômeno da reconstituição.  Cultivaram células do fígado em solução nutritiva e notaram como se desenvolviam.  Após algum tempo as células formaram uma massa disforme e seu crescimento estava fora do controle.    Além disso, haviam perdido suas funções básicas como células daquele órgão.  Isto prova claramente a existência de algo que somente se manifesta no complexo orgânico.

As células do fígado duram aproximadamente 15 dias.  Imaginemos uma pessoa de 60 anos, por certo, as células do fígado já mudaram 1.440 vezes.  Se ele desenvolveu cirrose, jamais essa cirrose apareceria considerando que de 15 em 15 dias as células se renovam.  Quem informa a nova célula os arquivos que existiam nas antigas?  A Consciência.

Uma vez esclarecido sobre reencarnação cabe-nos, agora, tecer pequenos comentários a respeito do Karma.  Ele é constituído pela ação do livre arbítrio.  O homem é unicamente responsável por ele, por ter depositado débitos e créditos.  Seu propósito é dar o equilíbrio e, conseqüentemente, evolução ao ser humano agindo como orientador.

A lei do Karma é a grande  Lei Cósmica da Compensação.  Essa Lei é que escolhe o momento melhor, bem como, a melhor forma, de como a nova personalidade possa receber ou quitar suas compensações.

O karma não visa vingança ou retaliação, exige, apenas, um enquadramento no afã que o ser humano possa aperfeiçoar e com isso  evoluir.  O karma nada tem a ver com o Código de Hamurabi “olho por olho e dente por dente”. Ao contrário disto, se o homem para quitar um débito tiver que se expor através de uma difícil experiência, o sofrimento é modificado podendo ser diminuído, de forma que a nossa personalidade possa suporta-lo, contudo, essa personalidade percebe que o karma foi cumprido.

Hoje passamos o que determinamos ontem e amanhã  passaremos o que  foi determinado hoje.

Lei da Reencarnação e do karma justificam as aparentes desigualdades da vida, alguns nascem  ricos outros pobres; alguns nascem cheios de oportunidades enquanto outros sem chance e isto ocorrem no mesmo elo familiar. Numa mesma família encontramos contradições diversas, provando que  a hereditariedade por si mesma não pode justificar essas desigualdades. Essa contradição se estende em nível de raça, nação, etc. O Espírito Universal possui uma Alma Individualizada que contém mente inteligente e Consciência com memória. Até que a evolução do homem atinja a perfeição, é necessário que cada Energia reencarne.

Publicado em: 13 de agosto de 2018 por

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Sobre o Autor

Pedro Medeiros é Diretor Operacional do Núcleo de Ciências Herméticas Método Pedro Medeiros onde atua também como Professor e Hipnoterapeuta. Ver Mais

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