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Hiperestesia ou Mediunidade?

Conforme o Professor Pedro Medeiros, o termo Hiperestesia significa agudeza dos sentidos ou uma hipersensibilidade em perceber alguns dos fenômenos, no caso, os fenômenos sensoriais através dos sentidos.

A hiperestesia é um dos mais importantes fenômenos  pesquisados na ciência Parapsicológica.

A pessoa hiperestésica é aquela com capacidade muito aguda, em relação à média das pessoas, para exercer a visão, audição, tato, paladar e olfato.

Segundo Aristóteles “Nada está na mente que não passe primeiro pelos sentidos”.

A mente consciente está interligada psicossomaticamente  a mente psíquica através da hiperestesia.

O sentido da visão atua através de ondas eletromagnéticas, a audição através de ondas sonoras, o olfato e o paladar através de ingredientes químicos e o sentido do tato através de estímulos mecânicos.

Existem diversas teorias relacionadas ao psiquismo.  Embora encontre algumas verdades, julgo-as insuficientes e inadequadas para explicar o homem em sua totalidade ontológica.

A palavra psiquismo está aqui sendo usada no sentido metafísico, indicando o princípio vital específico de cada reino.  O reino mineral, o reino vegetal (chamado por Aristóteles de Phitos), o reino animal (denominado por ele de Zoos), o reino dévico (conhecido como reino humano e que Aristóteles denominou de Antropos).  Note que ele não confundiu os princípios vitais específicos como alguns dos psicólogos modernos fazem querendo equacionar o psiquismo antropológico como psiquismo zoológico.

Cada reino tem propriedades específicas e inconfundíveis.  O psiquismo inferior não contém as qualidades do psiquismo superior.  Apesar de o psiquismo racional não ser quantificável em laboratório, não deixa de ser uma realidade controlável e, portanto objeto da ciência Parapsicológica.

Segundo Pedro Medeiros, a hiperestesia vem do prefixo da língua grega “hiper” que da idéia de algo exagerado que associado a “estesia”, do grego, significa sensação.  Em outras palavras, hiperestesia é o mesmo que supersensação.  Isto é, implica uma supercuidade dos sentidos, ou exaltação da sensação.

A pessoa dotada de hiperestesia chama-se hiperestésica ou sensitiva, afirma ele.As pessoas do campo e do interior têm os sentidos mais desenvolvidos que aqueles do meio rural e da cidade.  Os índios possuem um olfato tão agudo que percebem a qualquer hora do dia se um leão está caçando ou dormindo somente pelo cheiro emitido pelo animal.  Possuem, também, uma visão e audição bem agudas, vendo e ouvindo de forma que o homem da cidade não consegue.

Esse fenômeno é também observado em animais, mas somente ao nível dos sentidos.

Pesquisadores revelam que os animais podem perceber campos elétricos e magnéticos bem como outros estímulos dos quais o ser humano é insensível.   Pode encontrar seus donos a longas distâncias,  pressentir terremotos, tempestades e desastres.

O mais conhecido e célebre caso de hiperestesia foi o dos cavalos de Eberfeld que aparentemente sabiam somar, diminuir, multiplicar, dividir e extrair raiz quadrada.  Os cientistas presenciaram os cavalos dando inúmeras respostas exatas como 2 + 4 = 6, o cavalo batia seis vezes no chão parecendo dotados de inteligência humana.  Na ausência do seu dono os cavalos erraram tudo para espanto dos cientistas.  Mais tarde verificou-se que existia uma relação de dono X animal e que os cavalos respondiam só ao dono baseados no princípio do reflexo condicionado,  mas atentando a imperceptíveis sinais para os cientistas, mas não para os cavalos.  Eles captavam do dono sinais como gestos da boca e dos olhos.

Segundo Pedro Medeiros, o fenômeno pode ocorrer de forma direta também chamada de visão paraótica, visão extra-retiniana, visão extra-ocular ou cutânea.  A hiperestesia direta é observada freqüentemente entre os animais como as aves de rapina, a superacuidade olfativa dos gatos e cachorros e etc.

Os seres humanos, todos, captam inconscientemente estímulos mínimos diretamente.  Poucos têm consciência dessa captação: são os sensitivos.

Essa modalidade de hiperestesia pode ser desenvolvida  conscientemente através de muito treino.  Os cegos por não enxergarem, aguçam a percepção tátil e auditiva.  Os cegos de nascença desviam-se dos objetos num recinto onde entram pela primeira vez.

Há pessoas histéricas, ou normais que desenvolvem uma hiperestesia em determinadas partes do corpo, como se houvesse uma transposição dos sentidos.  Há relatos de pessoas que liam as horas pelo peito.  A menina Giselle Court, da França, cega, que distinguia as cores com as pontas dos dedos, da mesma forma a sensitiva russa Sofia Alexandrovna.

Os estudiosos russos e americanos denominaram-na “ DERMO OPTICAL PERCEPTION (DOP)”. Percepção Dermo Ótica.

Cientistas russos calculam existir nos seres humanos 10 foto-receptores para cada 6m2 de pele.

Aura Rosa, em 1962, podia distinguir cores pelo tato, ler impressos, perceber uma fotografia com olhos vendados.

Cientistas soviéticos encontraram seis pessoas com visão digital.  Segundo eles é como se a pele reagisse a luz.

Sayuri Tanaka, em Tókio, andou de bicicleta em linha reta de olhos vendados, descreveu um programa de TV sem som, leu parte de um livro, pegou diversas bolas no ar, tirou fotografias bem focadas, serviu chá em diversas xícaras sem derramar, tudo isso de olhos vendados.

Pedro Medeiros, afirma que a hiperestesia pode, também, ocorrer de forma indireta.

Essa nova modalidade é também chamada Leitura Sensorial de Pensamento.  Chama-se indireta porque o pensamento não é captado diretamente, e sim, através de reflexos fisiológicos ou vibrações, ou sinais.

Quando uma pessoa entra no campo vibratório de outra pessoa capta inconscientemente as vibrações, por mínimas que sejam, e o seu significado (idéias, sentimentos, anseios, desejos, etc).

O sensitivo hiperestésico capta por via subliminar e transfere a mente consciente.

Quando pensamos, movemos as cordas vocais a nível mínimo.  Essa vibração é imperceptível a uma pessoa comum, mas é captada por um sensitivo.  Pedro Medeiros afirma que quando pesquisou o fenômeno da mediunidade, percebeu que determinados médiuns não possuíam o dom da mediunidade (mediação)  e sim da hiperestesia indireta do pensamento, motivo pelo qual, alerta o Parapsicólogo, não é recomendável consultar tais pessoas, pois elas não sabem discernir se os pensamentos obedecem a causas reais ou imaginárias e, também, se estão exercendo uma leitura sensorial ou atuando como mediadores de energias de outros reinos.  Ex. Conta-se que o homem pensava sofrer dos rins, ao consultar um pseudo médium, este captou as suspeitas do homem e as confirmou.  Através da confiança que esse homem tinha no suposto médium, a sugestão do médium impressionou aquele homem que ficou realmente doente.  Outras vezes a pessoa é levada a pensar que não tem doença (dor) quando está realmente enferma.

Recentemente nos E.U.A. parapsicólogos testaram um famoso médium que acertava detalhes sobre suas vidas e entes queridos recém-falecidos.  Levaram o médium a um enorme salão para que repetisse a façanha o que foi incapaz de fazê-lo.

Essa modalidade de hiperestesia se confunde com a telepatia, mas é totalmente diferente.  Na telepatia o paranormal lê os pensamentos a curta, média e longa distância dos pensamentos que se encontram armazenados na mente subconsciente.  Os pensamentos gerados naquele momento não são captados pelo telepata, mas sim por um sensitivo hiperestésico.  Só existe uma única maneira de um telepata captar pensamentos ocorridos no mesmo instante, é quando tais pensamentos são realizados sob grande emoção, como por exemplo, o medo.

Publicado em: 13 de agosto de 2018 por

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Sobre o Autor

Pedro Medeiros é Diretor Operacional do Núcleo de Ciências Herméticas Método Pedro Medeiros onde atua também como Professor e Hipnoterapeuta. Ver Mais

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