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Medo, Fobia e Síndrome do Pânico

Para o Hipnoterapeuta Professor Pedro Medeiros, faz-se necessário criar uma distinção entre Medo, Fobia e Síndrome do Pânico.

O que é medo?

O cérebro produz substâncias chamadas de neurotransmissores que são responsáveis pela comunicação que ocorre entre os neurônios (células do sistema nervoso). Estas comunicações formam mensagens que irão determinar o cumprimento das atividades físicas e mentais tais como: raciocinar, andar, memorizar, pensar, agir e etc.

O medo fisiologicamente falando tem seu início nas amídalas (estrutura totalmente diferente daquelas encontradas na garganta), que possui um formato de uma noz e que se localizam próximas das têmporas, ou seja, em cada um dos lados da cabeça. Essas amídalas sinalizam quando uma situação ou experiência é perigosa à vida do indivíduo da qual se deve tomar cuidado. Uma vez identificado o suposto perigo, enviam ao hipotálamo o sinal para a fabricação dos neurotransmissores. Desse momento em diante, começam as reações no organismo que nos alertam qual maneira de agir no afã de enfrentar ou fugir do problema.

O principal diferencial que distingue o medo da fobia ou do pânico é que ele se justifica por si mesmo. Ex. se você tem medo de usar jóias em altas horas da noite e em lugar deserto, desconhecido e desacompanhado isto é considerado  medo porque é um sentimento que pode ser observado na maioria das pessoas e, portanto, totalmente justificado. Outro exemplo é o medo de perder o emprego temendo por ficar sem condições para saldar seus compromissos. Existe o  medo antecipatório onde a pessoa sofre por antecedência. Ex. não consegue dormir devido a uma reunião que terá no dia seguinte.

O que é Fobia?

Fobia é um nome genérico de vários medos mórbidos, ou psicossomáticos, a situações e objetos. A origem na maioria das fobias ocorre na infância onde são agregados elementos de vergonha ou culpa que gera ansiedade.

Existem diversos tipos de fobias: a mais comum é a fobia social.  Ex. temor de outras pessoas, dificuldade de falar em público, pessoa que não consegue olhar nos olhos do  seu  interlocutor,  dificuldade  para apresentar idéias ou sugestões em reunião, bem como compartilhar essas idéias com outros, etc.

A fobia social mais marcante é o medo de ser julgado e avaliado pelos outros.

Normalmente o fóbico social é perfeccionista: como é impossível agradar a maiorias das pessoas, opta por se omitir em opinar ou sugerir. Mas esse comportamento, sem dúvida, comprometerá seu relacionamento social e  profissional. O perfeccionismo é facilmente explicado. Ex. um adolescente tem mais facilidade em aceitar novas tecnologias do que os adultos, porque eles não temem em errar. Quando erram consideram inconscientemente esse erro como um processo natural de aprendizado. Ao contrário, o adulto por exigir muito de si mesmo, por achar que sabe tudo, principalmente quando comparado a um adolescente, se bloqueia em sua própria “auto-suficiência” ou “autocrítica”. Por isso, o que mais impede a prosperidade de alguns adultos é a capacidade de encarar os novos desafios mesmo que haja neles a capacidade necessária para encará-los. Na realidade os adultos exigem a garantia de acertos antes mesmo de tentar.

O fóbico social analisa com exagerado pormenor, com muito detalhe e minúcia o seu trabalho no afã de evitar erros já que o erro para ele e pesado demais e tem um preço muito alto. Devido a isso, prejudica seu progresso profissional com faltas de iniciativas.

O fóbico social tem muitas idéias que gerariam grandes soluções acompanhadas de projeção profissional e prosperidade em sua vida como um todo, mas, essas idéias dificilmente são colocadas no papel e quando o são acabam na gaveta. A não realização dessas idéias além de gerar grande frustração e ansiedade promove stress mental já que são enviadas no cérebro muitas tarefas desnecessárias uma vez que não serão colocadas em prática.

Síndrome de Pânico

A síndrome de pânico é caracterizada por um  “terror vão”, medo súbito e infundado, causando reações várias de desorientação, agressão, paralisias sem permanência e recuperação rápida.

No pânico não há perda da consciência e sim uma fuga até conseguir a adaptação a situação.

A pessoa que sofre de síndrome de pânico normalmente é taxada pelos familiares e amigos de fraca emocionalmente. Mas, ao contrário disso, ela é uma doença muito grave e incapacitante que traz sérios danos à vida das pessoas.

Ocorre sob crises súbitas que duram em média 10 a 20 minutos e se constitui em uma das situações mais angustiantes que uma pessoa pode vivenciar.

Vale ressaltar que alguns medicamentos como anfetaminas (usados em dietas de emagrecimento) ou drogas (cocaína, maconha, crack, exctasy, excesso de álcool ou mesmo de cigarro, etc.), podem aumentar a atividade e o medo promovendo alterações químicas que denotam no comportamento da síndrome do pânico.

Como tratar o Medo, a Fobia e a Síndrome de Pânico?

Atualmente o tratamento mais moderno e eficaz para tratar desses males é a Hipnoterapia, já que o hipnoterapeuta dá ênfase ao poder do pensamento positivo e das crenças existentes no  clien-

te, sem contar o fato de que é utilizada uma indução personalizada para as características de cada cliente.

Dependendo do caso, há que combinar o tratamento da Hipnoterapia  com um tratamento medicamentoso.

Publicado em: 13 de agosto de 2018 por

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Sobre o Autor

Pedro Medeiros é Diretor Operacional do Núcleo de Ciências Herméticas Método Pedro Medeiros onde atua também como Professor e Hipnoterapeuta. Ver Mais

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