(21) 99506-0947 (21) 2240-0079

O Despertar “Post Morten”

Após a morte entra o homem em um estado semiconsciente que corresponde a sua passagem pelo duplo etéreo, quando este se separa definitivamente do físico denso, ou melhor, quando é cortado o fio que liga o duplo etéreo ao corpo denso, no momento exato da morte. Assim, a morte do corpo denso só se torna definitiva quando dele se retira o duplo etéreo com o respectivo Prana.  Com a retirada do prana e do duplo etéreo, a unidade integral do corpo denso fica destruída, cuja vida não sofre nenhuma interrupção, vida evidentemente diversa daquela que dava estrutura orgânica ao corpo.

Em certas circunstâncias ocorre que o corpo denso apresenta todos os sintomas de morte, mas, no entanto, o fio que o liga ao duplo etéreo permanece intacto, em conseqüência, esse corpo ainda está animado por Prana e pode, pois, perfeitamente voltar a vida ativa. É o estado chamado Cataléptico, em que o corpo pode entrar naturalmente em virtude de certas doenças prolonga­das ou por meios provocados, como é comum entre os faquires. Este estado Cataléptico não provocado pode durar até 45 dias e é responsável por um sem número de enterros precipitados.  Assim, a única segurança quanto ao risco de se enterrar um vivo seria adiar o enterro até que se manifestasse o primeiro sintoma de decomposição.

Separado definitivamente do corpo denso, o duplo etéreo fica em geral flutuando por cima do cadáver, constituindo aquilo que chamamos de espectro.  A consciência penetra em estado de sonolência o qual perdura até a desagregação do duplo. Este estado pode durar desde algumas horas até  várias  semanas.  A  consciência  vai  aos   poucos  despertando  em  seu veículo astral, enquanto o duplo, qual um cadáver, fica pairando por sobre a sepultura até a completa desagregação.  O clarividente vê o duplo nesse estado como uma nuvem violácea.  É esta a razão porque se recomenda a cremação dos corpos, porque com isso apresenta-se a destruição do físico e do duplo, libertando-se o astral mais rapidamente.

Embora seja impossível a um defunto reintegrar o seu cadáver, pessoas há de tal modo presas a vida física que não poupam esforços para a ela se manterem ligadas. Esse apego as leva a se apossarem da matéria etérea do corpo abandonado e com ela se revestirem, o que lhes causará sofrimentos extremos. Aquelas que assim se aferram à vida física, não separam o corpo astral do duplo etéreo, que continua a envolvê-los. Nestas condições nada pode haver de mais penoso, visto que, excluídos do mundo astral pelo invólucro etéreo e do mundo físico pela falta de órgãos sensoriais, ficam solitários, mudos e aterrorizados, numa bruma espessa e lúgubre, sem relação possível com qualquer dos dois mundos. Com o tempo e apesar de todos os esforços, o cascão etéreo se gasta e o homem passa finalmente ao plano astral. Os médiuns são, particularmente, vítimas desses seres, onde passa a ser comum os estados de obsessão, depauperação chegando até a loucura.

Excluindo apenas o corpo físico, o homem é exatamente o mesmo de antes de morrer.  A mesma inteligência, o mesmo caráter, as mesmas virtudes e os mesmos vícios continuarão a dominá-lo depois da perda do corpo físico.  As condições em que ele se acha após a morte são as que ele mesmo criou com seus próprios pensamentos e desejos.

Não há para o homem que morre nenhuma recompensa ou punição vinda do exterior. O que há é simplesmente o resultado daquilo que ele fez, disse ou pensou quando vivia no mundo físico. No mundo astral ele vai essencialmente colher os frutos, bons ou maus, segundo o que semeou em sua vida física, não querendo, contudo isto, dizer que na vida física o homem seja inteiramente livre, pois não se deve esquecer que a lei do karma preside a todas as fases da evolução; apenas, pode-se agora dizer, que o karma apresenta características especiais segundo a fase ou o ciclo pelo qual está o ser atravessando.  Assim como o veículo  relaciona-se  com  o aspecto Atividade  do  Ego,  traduzindo-se  em  ação,  ao  perder  o  homem  esse veículo, quando morre, perde conseqüentemente o seu veículo de ação: não pode, pois, criar novas  condições  de  vida  em   sua  fase   astral,   nem  pode  modificar  aquelas que foram forjadas em sua vida ativa.

­A primeira fase post-morten não apresenta nenhum aspecto novo e estranho, mas mera continuação em condições diferentes da vida que levou no mundo físico.  Prova a veracidade dessa afirmação o fato de que os homens que chegam ao plano astral após a morte, nem sempre terem consciência de haver morrido, e mesmo, se compreendem o que lhes acaba de acontecer. As pessoas consideram como uma prova absoluta o fato de não terem morrido, o fato das situações continuarem a suceder-se. Quem nunca ouviu falar em astral fica surpreendido pelas condições totalmente inesperadas em que se encontram, acabando por aceitar essas condições que não compreendem.

O homem que entra no mundo astral, pouca diferença nota do mundo que acaba de sair. Sabemos que cada partícula da matéria astral é atraída por outra de matéria física diferente. O homem no astral verá da mesma forma os mesmos objetos, muros, móveis, pessoas, etc; a que estava habituado, bem delineado em matéria astral. É verdade que se ele examinar com atenção os objetos verificará que suas partículas se acham visivelmente em movimento, quando no plano físico esse movimento é invisível.  Verá também, tudo envolto numa ligeira luz difusa como se tudo estivesse mergulhado numa leve neblina, correspondendo à matéria astral difusa no espaço. Mas como nem todo o homem tem o hábito de analisar as coisas atentamente, aquele que acaba de morrer não se aperceberá desde logo essa mudança.

O homem compreende que qualquer coisa de novo se passou. Verifica que, apesar de ver seus amigos, não pode comunicar-se, tocá-los e etc. Acredita estar sonhando, pois é possível comunicar-se quando eles estão dormindo. E, assim,   ele começa a compreender as diferenças que separam sua vida atual da que levava no mundo físico. Descobre que desaparece toda a dor e toda a fadiga de caráter físico. Percebe, depois, que seus pensamentos e desejos se exprimem em formas visíveis tanto mais claras quanto mais ele vai vivendo no plano astral. O homem que vive no astral, depois da morte é mais influenciado pelos sentimentos dos amigos do que quando se achava no plano físico. Isto é devido a não possuir mais o corpo denso que lhe atenuava as percepções e que fazia dele não um ser passivo e sim ativo.

Além disso, não vendo os amigos como antes, senão seus corpos astrais, conhece seus sentimentos, suas emoções pela visão direta destes. Nem sempre será capaz de conhecer os detalhes de sua vida física, mas é consciente dos sentimentos desses amigos, tais como o amor, o ódio, o ciúme ou a inveja. Daí o bem ou o mal que esta visão lhe pode causar.

Publicado em: 13 de agosto de 2018 por

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe!

Sobre o Autor

Pedro Medeiros é Diretor Operacional do Núcleo de Ciências Herméticas Método Pedro Medeiros onde atua também como Professor e Hipnoterapeuta. Ver Mais

Leia Também

Todos os Artigos