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Premonição

Toda ciência no seu início, como a Parapsicologia, tem como principal preocupação à direção na qual as pesquisas se orientam, assim como a proibição de toda e qualquer exclusão de dados, pois é assim que damos oportunidade às descobertas fundamentais. O espírito do rigor não substitui o espírito de pesquisa, e, quando introduzido inoportunamente, pode bloquear este último.

O ser humano é constituído de vários corpos distintos, coexistindo no estado normal.  Estes corpos não são o resultado de uma concepção teórica nem uma construção escolástica no afã de atestar algum dogma estabelecido a priori, nem mesmo uma forma cômoda de designar um conjunto de características quaisquer.

Esses corpos são na realidade entidades distintas, tais como resultam de observações fenomênicas quer sejam paranormais ou não.

Cada entidade é como se fosse um reino ou uma dimensão, daí considerarmos como “corpo” distinto todo o reino que emana do homem e pode ser percebido, distinto e isoladamente dos outros corpos.

Do conceito que existe destes corpos, o mais simples é o dos materialistas incondicionais (apenas o corpo físico), a seguir o corpo ternário dos ensinamentos tradicionais (corpo + mente + espírito).  Estes estudos datam de vários séculos, no Oriente.

O fenômeno da PRECOGNIÇÃO implica no conhecimento direto do futuro.  A precognição caracteriza-se pelo ato de anteceder  um conhecimento de um fato futuro, mas um conhecimento totalmente livre de qualquer ponto de apoio no presente pelo qual se possa concluir ou deduzir o futuro, caracterizando-se como um dos mais surpreendentes fenômenos.

A precognição desafia as leis da física tradicional, pois diz respeito ao tempo e espaço.

O fenômeno foi enunciado pelo pesquisador Charles Richet, que descobriu as premonições: “Eu não direi que é possível; eu somente diria que é verdade”.

A precognição foi exaustivamente testada e comprovada por eminentes cientistas e pesquisadores.  Os trabalhos do Dr. Joseph Bank Rhine, fundador da moderna Parapsicologia na Universidade de Duke, Carolina do Norte (U.S.A), após milhares de experiências afirma que o fenômeno é facilmente comprovado.  Com a finalidade de dar rigor científico ao seu trabalho, elaborou um conjunto de cartas chamadas de Cartas Zener.  Este nome vem do seu criador, o Dr. Karl Zener, colaborador do Dr. Rhine.  Esse baralho, também chamado de cartas de percepção extra-sensorial, é constituído de 25 cartas: cinco cruzes, cinco círculos, cinco estrelas, cinco quadrados e cinco linhas onduladas que ganharam o apelido de ondas.  As catas Zener visaram fornecer resultados de acordo com a Teoria da Probabilidade.  Através dessas cartas é fácil identificar se uma pessoa é dotada de Telepatia, Clarividência, Precognição, Póscognição.

Sabe-se que a precognição existe em todas as épocas e culturas.  Acreditamos que muitos dos leitores já tiveram em sua vida uma experiência precognitiva, senão diretas, foram através de sonhos.  Mas falar sobre sonhos requer uma matéria exclusiva.

Podemos dividir o fenômeno em dois estilos de aparições: a) Precognições pessoais, quando o dotado prevê o futuro de pessoas ligadas a ele desde filho, filha, cônjuge, pais  que moram com o dotado, a empregada doméstica, até o seu próprio futuro; e b) Precognições interpessoais quando o paranormal precognitivo prevê o futuro de qualquer pessoa.

Pedro Medeiros alerta quando diz que  alguns casos parecem precognição, mas não passam de pseudo-precognição; 1) Pessoas que dão a conhecer com antecedência o dia da própria morte ou a morte de outrem.  Ex.: É comum o fenômeno surgir como uma espécie de despedida.  A pessoa (pai, cônjuge ou filho) profere uma palavra ou usa um termo incomum que vai morrer e dias depois morre.    Chega-se a comentar  entre os parentes que ele sabia que ia morrer; 2) Outro exemplo muito difundido é quando o dotado encontra-se enfermo no leito e manda chamar a família despedindo-se de cada um.  Após isso, morre.  Apesar de impressionados os familiares limitam-se a dizer: “Ele sabia que ia morrer”.

Em ambos os casos acima, existiam a expectativa da morte pelo processo patológico de modo que a superconsciência – através do canal intuitivo – inspirou tal informação.

Um exemplo real de PRECOGNIÇÃO foi o de ABRAHAM LINCOLN (1809-1865), presidente dos Estados Unidos, que sonhou com seu corpo sendo velado num salão da Casa Branca.  Como sonhou foi como aconteceu.

Outro exemplo foi o do Sr. J. O. Connor.  No dia 23/03/1912 comprou as passagens para com sua família viajar no navio “TITANIC”.  Sonhou que o navio estava afundando.  Ele cancelou as passagens.  O Sr. O. Connor chegou a comunicar à sociedade de Londres, mas ninguém acreditou em sua estória e, em 14/04/1912, o navio afundou.  Após o naufrágio, ele apresentou suas passagens à Direção da Companhia de Navios e à imprensa, para provar os fatos.  O caso foi investigado pela Sociedade de Pesquisas de Londres.

Outro exemplo ocorreu em Astorga, norte do Paraná.  Uma moça, enquanto estavam carregando para o cemitério o corpo do tio dela que havia falecido, disse: “Estão vendo aquele tio que está carregando o caixão?  Daqui a seis meses é ele quem estará sendo carregado!” E não deu outra.  Há quem chame isso de pseudo-precognição.  O que o leitor acha?

Outro exemplo de PRECOGNIÇÃO é a PSICOMETRIA PRECOGNITIVA.  Num experimento efetuado pelo Prof.  W.H.C. Tenhaeff, em 06/01/1957, no Instituto de Parapsicologia da Universidade de Utrecht, quando analisava o paranormal Gerard Croiset, se admirou quando Gerard tocando na cadeira pré-viu e acertou a respeito de uma pessoa que se sentaria nela.

No ano de 1942, um paranormal precognitivo disse a uma senhora que seu marido morreria no ano seguinte da garganta.  Em junho de 1943 o marido morreu de câncer na garganta.

O Dr. W.H.C. Tenhaeff realizou novas pesquisas com o famoso paranormal Gerard Croiset.  No dia 20/01/1952  deveria ocorrer uma reunião em Rotterdam.  Três dias antes da reunião, dia 17, a equipe de experimentação levou Croiset a sala de reuniões e solicitou que informasse quem sentaria numa determinada cadeira na reunião que aconteceria no dia 20.  Ele respondeu: “Não percebo nada”.  Trocaram de acento, Croiset revelou que ali “sentaria uma senhora com cicatriz no rosto, conseqüência de um acidente de automóvel na Itália, e revelou que ela tinha algo com relação à Sonata ao Luar”.

No dia 20, ás 20:45 a cadeira que não havia percebido nada, estava vazia e a outra estava ocupada pela senhora como ele descreveu.

O Dr. Hans Bender, professor do Laboratório de Parapsicologia da Universidade de Friburgo, realizou mais de 450 experimentos com Croiset.

Para o parapsicólogo Pedro Medeiros, normalmente o canal de paranormalidade surge ou para preparar o dotado para passar por um evento (normalmente trágico) ou para proporcionar condições de evitá-lo.

A capacidade  de antever acontecimentos, que o reino humano compartilha com o reino animal, é a visão de uma possibilidade, algo que pode ou não se concretizar.  Ocorre através da superconsciência para o subconsciente e transcorre, sobretudo pelo plexo solar.  Diferente do fenômeno da Clarividência (que traz ao homem compreensão do que está sendo captado), a premonição não esclarece se aquilo pode transformar-se ou se é inevitável.  Vai sendo transcendida à medida que a consciência se liberta dos níveis intermediários, que a mente se polariza em níveis abstratos e desperta para o mundo intuitivo.

A precognição é um dom que todas as pessoas possuem mas que só em algumas encontra-se aflorado.

Por outro lado, é um fenômeno que pode ser aflorado por qualquer um em laboratório (desde que a pessoa seja perseverante).

O fenômeno tem que ser devidamente dominado pelo dotado para que venha a somar em sua vida.  Existem pessoas que se encontram submissas aos fenômenos paranormais gerando nelas desconforto e até histeria.  Essas pessoas devem ser tratadas por um parapsicólogo no afã de dominar o fenômeno e não serem dominadas pelo mesmo.

Publicado em: 13 de agosto de 2018 por

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Sobre o Autor

Pedro Medeiros é Diretor Operacional do Núcleo de Ciências Herméticas Método Pedro Medeiros onde atua também como Professor e Hipnoterapeuta. Ver Mais

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