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Quem foi Judas Iscariotes?

Em nosso Curso Iniciático em Teosofia e Ciências Herméticas estudamos entres outras disciplinas, sobre Judas Iscariotes. No Logos Planetário temos a Trimurti Hindu chamada Brahma, Vishnu e Shiva, que deu origem aos Sete Autogerados.

O Eterno ordenou a essência do quinto Planetário que se manifestasse no Planeta Terra para ajudar nossa evolução humana que estava se auto impedindo devido a grandes dificuldades para Evoluir. Mas Lúcifer se recusou, porque em sua visão, nós, os seres da Terra não estavam preparados para a sua poderosa essência.

Seguiu-se então, o que se conhece como “A Batalha dos Céus” onde o Senhor do Amor, obrigou à força, Lúcifer a se manifestar.

Assim ocorreu a queda de Lúcifer, que veio à Terra sem sua consciência divina.

Lúcifer representaria a Inteligência de Deus em qualquer lugar que se manifestasse, porém como veio à força, sem sua consciência, e com seu coração cheio de rancor contra Deus, aqui na Terra ele se transformou no mal.

Devido a este fato, o Sexto Planetário na pessoa de Jesus também teve de vir para a Terra.

Jesus é o protetor e salvador de nosso planeta.

Lúcifer foi rebatizado com outro nome, cujo significado é Senhor do Fogo e do Altar.

Cada vez que usamos a Lei Cósmica do Livre Arbítrio, imprimimos no Corpo Mental uma Luz que se reflete no Corpo Astral.

Essa Luz poderá ter muito ou pouco brilho, ser nítida ou fosca, ser clara ou escura tudo dependendo do uso do Livre Arbítrio, já que não podemos servir a dois Senhores. Mateus 6:24.

E assim estamos a cada dia, a cada hora, a cada minuto arbitrando, ora servindo a um determinado Senhor, ora a outro Senhor.

Como dissemos: Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamon. Mas quem vem a ser Mamon?

Na antiguidade, muitos deuses foram cultuados. Mamon, contudo, não era o nome de uma divindade e sim, era um termo de origem aramaica que significava dinheiro, riqueza. Jesus, no Evangelho, afirmou que não era possível servir simultaneamente a Deus e a Mamon (Lucas 16:13).

Quando não colocamos Deus acima de tudo dificilmente colocamos a ética acima de nossos interesses. Quando arbitramos,  optamos  por servir ao Mal ou ao Bem. . . a Mamon ou a Deus.

Judas não foi escolhido por mera implicância divina, ele era quem mais servia a Mamon, sua arbitragem o levou a ter um currículum mais apropriado para trair Jesus por 30 moedas de prata.

Quantas vezes nós não optamos por atender as nossas necessidades materiais, profissionais ou sentimentais e descuidamos de nos alimentarmos espiritualmente? Infelizmente, é muito comum.

Mas servir a Mamon implica também em optar pelas resultantes do egoísmo aplicado ao relacionamento humano, quais sejam: dureza, agressividade, astúcia, desonestidade…

A natureza humana cultiva muito a mentira. E a inveja? Depois que se descobriu a “inveja branca” ou “inveja do bom sentido” ninguém quer outra coisa!

E aquela bandeira que levantamos criticando a insensibilidade das pessoas quando nosso egoísmo coloca nossa bandeira lá embaixo. A sensibilidade é um ato de moralidade e ética, sem ela somos duros.

O que Jesus realmente reprovou foi o apego à posse material e o desejo de consegui-la a qualquer preço o que ainda hoje ocorre com frequência e que levou um filósofo de nossa época a afirmar que a religião do homem moderno era o “monoteísmo do mercado”, expressão severa, mas que traduz bem a atitude dos que buscam a posse como um fim em si mesma, fazendo dela o centro de suas vidas, a condição essencial de sua felicidade.

Apesar disso tudo há ainda aqueles que culpam a Deus dizendo: “onde está a misericórdia de Deus”? “Judas foi traidor ou traído?”

E perguntamos: “quantos Judas nós temos nos dias de hoje?” Às vezes nosso curriculum está mais para Judas do que para Pedro!

E por que disse Pedro e não Paulo, João, etc?

Nós nos acostumamos tanto com nossas mentiras brancas e críticas pseudo – positivas e reais que não enxergamos nossas atitudes de Judas.

O que esquecemos é que estamos encarnados primeiramente para continuar o processo de evolução, depois para sermos úteis a nós próprios e finalmente a sagrada humanidade. Foi tudo o que Judas não fez.

Judas esqueceu por alguns momentos que estava traindo ao Cristo Cósmico. Ele não amou a Deus sobre todas as coisas e ao Próximo como a ti mesmo. Ele optou por servir a Mamon.

Quando traímos nosso Cristo Interno embora a Consciência dele ainda não seja a de um Mestre como Jesus, porém foi cedida por uma Consciência Cósmica, cometemos erro.

Analisando metafisicamente, a negação de Pedro foi promovida pela fraqueza da carne e seguida de ARREPENDIMENTO com grandes possibilidades de perdão por parte do Mestre Jesus. Com o perdão estabelecido, continuaria o clima de amor e correção do erro (negação).

Já Judas reuniu em si mesmo todas as condições para que as Escrituras se cumprissem na questão de um traidor através de suas escolhas, por isso ao invés de arrependimento (o que também ocorreu) sentiu MEDO DAS CONSEQUÊNCIAS por ter optado servir as forças involutivas do Mal.

A cada instante em nossas vidas estamos sempre arbitrando, ora se aliando ao senhor do Mal ora ao Senhor do Bem, jamais podemos servir aos dois simultaneamente.

Nosso ego humano age com tanta sutileza nessas arbitragens que não percebemos quando nos agregamos as forças evolutivas do Mal.

Nossa condição de religiosos em nada adianta, não nos protege do Mal já que esse Mal é poderoso e sutil e não teme as poderosas forças do Bem. Jesus mesmo disse: “se me perseguiram a mim que sou o que sou, é evidente que hão de perseguir a vós”.

Publicado em: 13 de agosto de 2018 por

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Sobre o Autor

Pedro Medeiros é Diretor Operacional do Núcleo de Ciências Herméticas Método Pedro Medeiros onde atua também como Professor e Hipnoterapeuta. Ver Mais

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